Tá feliz?

Tá feliz?

Outro dia fui chamar uma amiga para tomar um café e fiquei pensativa com uma pergunta que ela me fez. Uma pergunta pequena, simples mas com um efeito grandioso.

Depois daquela pergunta, não consegui responder a ela de imediato, Me peguei olhando para dentro de mim para conseguir responder. Percebi que é muito fácil viver no automático. São nos detalhes que a vida ensina e não foi diferente com essa pergunta.

É comum iniciarmos uma conversa perguntando: ‘Tudo bem?’, ‘Como estás?’ ou algo parecido. Mas dessa vez, ela me perguntou: ‘Tá feliz?’ Essa pergunta deu uma reviravolta dentro de mim. Fez com que eu olhasse para minha vida, para aquele momento presente, para minha pessoa por dentro. Não foi uma pergunta fácil de responder, confesso que o impacto dela fez com que eu realmente desse valor para minha vida e todo o processo de construção que ela está.

Por ser uma mulher que por muito tempo ficava na autoexigência em busca da perfeição o normal era reclamar porque não estava satisfeita ou não me sentia plena com os resultados e nem com o que estava acontecendo no momento. Pois, achava que poderia ter feito melhor. Ser autoexigente me maltratava, e hoje percebo isso com clareza, mas na época não percebia o quanto era negativo ser assim.

Depois que entrei em um caminho de desenvolvimento e ter um estilo de vida que me proporciona viver o momento presente senti que a pergunta foi ideal para puxar minha consciência, sentir quem eu sou, o que estou fazendo, o por quê estou vivendo e qual marca quero deixar por aqui no mundo.

Foi uma pergunta que me fez olhar com verdadeiros olhos da humildade para dentro de mim e reconhecer todo o potencial que existe aqui dentro. Foi a oportunidade de agradecer por estar viva, respirando, ter um sonho, uma missão, poder viver fazendo o que amo, estar com minha família, habitar um lar, ter o que comer… e foi assim, alguns instantes de gratidão por mim, pelas pessoas e coisas à minha volta.

Foi uma pergunta profunda, onde percebi que todo o esforço para fazer o que amo deve ser honrado. Tudo isso, veio à tona e me trouxe de volta para o presente. Percebi que viver no piloto automático é uma distração de segundos, e faz a gente deixar de viver com atenção e focar ou no passado ou no futuro.

Tá feliz? Foi uma pergunta que me levou para a grandiosidade que é a vida. Que temos tudo dentro de nós, e só depende de nós fazer aquilo que deve ser feito e assim, estarmos felizes – contemplado o esforço, a dedicação e aceitar os resultados. Eles são sempre aprendizados ou celebração. Ao invés de autocriticar, buscar um jeito diferente de fazer para ter novos resultados.

Estar feliz é um estado de espírito, é poder fazer coisas que nos preenchem por dentro, é cuidar do nosso interior; é estar com pessoas que nos proporcionam bem estar, que deixam sua marca em nós é poder ser que se é e manifestar sua presença. Esse foi um dos aprendizados que percebi depois de perceber o que me fazia estar feliz naquele momento.

Então, pergunto para você neste instante: tá feliz?

Que possamos ser bondosas com nós mesmas e perceber que ser feliz é apreciar o presente. É perceber que tudo o que está se manifestando é o melhor que pode estar acontecendo, e então, partir para o próximo passo. É poder estar 100% em estado de atenção no agora para poder sentir o que verdadeiramente está acontecendo. Porque é assim que conseguimos ajustar nossos passos para o próximo instante.

Quanto nos honramos e somos gratas, mais amplitude da solução temos, maior é nossa atuação na nossa própria vida, melhor é para se viver. É conseguir perceber que a vida é um instante, e se não estamos felizes nesse instante, as chances de ser feliz no próximo instante é muito menor.

Com amor e carinho ❥

 

“Inspirando homens e mulheres a fazerem o que amam todos os dias.” Quer saber como o coaching pode lhe ajudar? Me envie um e-mail juliananunes@dreamcoaching.com.br

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