Quando tudo fica mais fácil

Bem-vindos a história real do mês de Fevereiro!!! O convite desta história foi realizado para alguém que conheci recentemente. Foi incrível como se desenvolveu  os fatos do dia que nos conhecemos e que hoje estamos morando na mesma cidade e com pessoas em comum. Isto me faz pensar e acreditar cada vez mais que tudo está conectado, e baseado nestas conexões que vem a inspiração da história e uma dica para identificar fazer o que se ama. Pois, aquilo que mais gostamos de fazer, em uma fase da vida, normalmente a infância,  vai nos dar indícios daquilo que é a nossa paixão.

Desejo uma excelente leitura e inspirações com Roberta Perdomo.

Minha história profissional começou na escola, eu acho. Sempre gostei de trabalhos em grupos e de apresentar os trabalhos lá na frente. Embora eu sempre tenha sido a aluna quietinha, estudiosa e comportada, nunca tive problemas em subir no palco para contar algo. E se tinha alguma coisa para organizar, lá estava eu na liderança da turma. Talvez porque comecei a dançar com 3 anos e amava as apresentações! A dança fez parte de toda minha vida. Até o momento que escolhi deixar a dança para me dedicar à universidade.

Quando tudo fica mais fácil

Queria conhecer o mundo, então achei que o curso de Comércio Exterior iria me proporcionar essa experiência. Fiz Administração de Empresas e na faculdade também foi como na escola. Gostava de organizar os grupos e de apresentar os trabalhos. Entrei na Aiesec com a intenção de conhecer o mundo e ganhei muito mais. Lá aprendi a “facilitar” conversas além de muitas outras coisas. Nem sabia que isso poderia dar uma profissão. Quando terminei o curso de Administração comecei minha busca por emprego. A vontade de viajar e trabalhar com comércio internacional ainda estava em mim. Mas logo entrei numa multinacional, na área de vendas. Afinal, gostava de me relacionar, de conversar e de vender. Achei que tinha tudo a ver comigo. E para falar à verdade, foi a oportunidade mais atrativa para mim na época. Uma baita empresa, com todas as possibilidades.

Logo nos primeiros 12 meses, eu percebi que atuar em vendas não era o caminho certo. E percebi isso porque meu dia a dia era extremamente cansativo. Não pelas horas de trabalho, mas pelo esforço que eu fazia para obter resultados. Ficava sem energia. E esforço para mim está relacionado às coisas que nos causam estresse, tiram nossa energia ao invés de gerar energia. Claro que em qualquer trabalho precisamos de disciplina, entrega e persistência. Mas sem esforço. Por isso, entendi que não era mim. Mas aos 23 anos, sofria e não sabia o que fazer. Comecei a refletir então no que gostava de fazer. Gostava de estar com gente, facilitar conversas, dar treinamentos. Decidi ir para o RH. Era isso! E como eu amava a empresa, pedi transferência de área. Bingo! Me apaixonei pelo trabalho em RH. Tudo estava no rumo certo, quando após alguns anos fui convidada a participar de uma formação em coaching ontológico.

Outra vez, a vida me dando um presente. Outra paixão – o coaching. Depois disso, parece que tudo ficou mais claro, mais fácil. Aliás, talento para mim é aquilo que fazemos com muita facilidade e que nos dá um extremo prazer. Aquilo que gera entusiasmo e paixão. Sem esforço, vamos fazendo e vamos brilhando. Sem querer, sem provocar. Está ali. Em nós. Foi o que percebi quando decidi fazer só isso. Facilitar conversas de aprendizado. Sejam elas em grupos, individualmente, em organizações ou não. Saí da empresa para fazer do meu dia a dia minha paixão. Meu talento estava enfim no mundo!

E se tem mais? Claro. Tinha esquecido o quanto amava dançar. Depois de anos sem dançar, achava que meu corpo tinha esquecido. Há dois anos me reconectei com a dança, com o movimento e descobri que nosso corpo pode ser um grande instrumento de aprendizado. Resolvi trazer isso para meu trabalho. E quando trago o movimento para um processo de aprendizado, vejo que aí tem algo. É fácil, é lindo e maravilhoso. Transcendente. Isso me ilumina de uma forma que não há como não reconhecer um talento em mim.

Durante minha trajetória aprendi que para fazer o que se ama, é preciso estar atento. Atento a si mesmo. Conectado. E aberto, pois a vida às vezes nos faz belos convites. É preciso também ter uma dose de coragem. Para dizer não a tudo que não vale à pena.

Hoje eu sei que meu lugar está onde minha alma dança.

Quando tudo fica mais fácilRoberta Perdomo, Coach Ontológico e Consultora. Graduada em Administração de Empresas pela UFSM/RS, especializada em Gestão Estratégica de Pessoas pela FIA/SP. Morou no México, El Salvador e Venezuela. Atuou por 8 anos na P&G, como Supervisora de Vendas e como Gerente de Recursos Humanos. Possui sólida experiência em processos de mudança organizacional, análise de clima e cultura e gestão de talentos. Com mais de 10 anos de experiência como facilitadora de treinamentos corporativos. Certificada como Coach Ontológico pela The Newfield Network/Chile e como consultora pela Adigo/SP. Facilitadora certificada do programa GenderSpeak desde 2006, por Heim Group/EUA. Nos últimos anos, tem atuado em empresas como Itaú Unibanco, Scania, Allianz, Atlas Copco, Taiff Proart, Raia Drogasil, P&G, DOW, Henkel e Banco Volkswagen.

“Inspirando homens e mulheres a fazerem o que amam todos os dias.”
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